domingo, 19 de setembro de 2010

A arte do pedantismo!

 "Este corpo no final será misturado com a lama. 
Por que permanecer na arrogância?"
Kabir



Os detentores de toda minha convalescença são os pedantes!
Se eu te pedir que enumere os três maiores escritores de todos os tempos, você vai demorar - se tiver juízo -, uns cinco minutos para me responder.
Agora se eu pergunto quais são os três maiores imbecis que você conhece, uma lista de no mínimo quinze nomes vai sair da sua boca antes que você se dê conta. E se a lista não for verborragicamente vomitada, sei que ela estará ali na sua cabeça e você só não responde de imediato porque seus pais fizeram um bom trabalho com sua polidez digna da nobreza real ou porque meu nome está em caracteres de neon, fonte 72, negritada, sublinhada no topo da sua enumeração de energúmenos.

Ser um pedante é uma arte das mais complexas e sutis na minha concepção: nunca se deve ser completamente condescendente, mas a impiedade total também não é permitida, senão você passa de pedante gracioso a chato trivial. Você não deve reclamar de tudo e de todos, apenas daquilo que tiver relevância suficiente para merecer um comentário seu. Um sujeito pedante precisa de um motivo com um mínimo de interesse para se dar ao trabalho de erguer os olhos de sua estudada pose blasé no intuito de formular o que quer que seja. E não satisfeito com isso, precisa formular de forma que soe com todos os 70% de nojeira gratuita, mas sem esquecer dos 30% de verdade que façam com que alguém diga: “Ok! Vou pro inferno, mas já pensei isso também.”

Ser uma pessoa boa dá trabalho demais né?! Estresse constante... Ser nojento, antipático, intragável e arrogante exige cálculos, sangue, suor e lágrimas, mas a eles nem percebem porque deve ser divertido horrores.

"Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos..."  
Rubem Alves.


Livros:
 1. O do mês: 

Apenas os da área, estudando, estudando e canso de estudar estudo mais um pouquinho... rumo ao D.O.
Permaneço empacada em “ Resgate", de Danielle Steel.