sábado, 13 de novembro de 2010

Intuição x Desilusão

Amo ter intuição aflorada, amiga e companheira, mas para certas questões ela me atrapalha um pouco! Talvez não perceber as coisas tão rapidamente me pouparia as mágoas.

Talvez a linguagem mais interessante que nossa mente nos fornece seja a intuição, esta percepção profunda que nos dá, trazendo a sensação de que já sabemos ou que obtemos a resposta bem antes de tomar qualquer decisão ou ação.

Infelizmente a intuição não evita uma desilusão, decepção ou stress.

A desilusão é um fenômeno exclusivamente humano e pressupõe que nos enganamos a respeito de algo ou alguém em um determinado momento de nossas vidas,. Tudo por causa de idealização (imaginávamos ser – a pessoa -, completamente diferente do que a intuição contou por fim).

Quase sempre estamos criando fantasias em nossa mente e, dessa forma bloqueando a nossa consciência, recusando-nos a aceitar a verdade como ela se apresenta. Há um pensamento de “Alexander Pope”, que traduz bem o sentido de uma desilusão:

“Feliz do homem que não espera nada, pois nunca terá desilusões”.

As ilusões que acabamos criando servem-nos, de certa maneira, de defesas contra nossas realidades amargas. De um lado podem nos poupar das dores momentâneas, mas de outro nos tornam prisioneiras da irrealidade.

Do livro: “As dores da Alma”, pelo espírito Hammed, do autor Francisco do Espírito Santa Neto, lê-se o seguinte comentário sobre desilusão:“ Não será fácil renunciarmos as nossas ilusões, se não nos conscientizarmos de que a alegria e o sofrimento não estão nos fatos e nas coisas da vida, mas sim, na forma como a mente os percebe”.

Mário Quintana (em minha opinião, com sua sabedoria infinita), diz:

“ Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também dos seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser”.

Tenho dito, sem mais delongas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cântico da consciência.




"Deixai vossa solidão tornar-se uma extasiada dança".
(O Livro da Sabedoria, Osho)




 Quem nunca quis “viver feliz para sempre” com alguém? Levante a mão.


Não na atual conjectura de minha Vida, onde ser solteira é um estilo delicioso de desvendar, uma viagem interna constante... Conhecendo a mim mesmo, como ninguém jamais o fez ou terá capacidade de fazer.
 Me desculpem os medrosos, mas solidão é fundamental para viver.
Sem ela:
Não me ouço, não ouso, não me fortaleço, me diluo, me disperso, me espelho nos outros, me esqueço.
Não penso alto nem solto, não mato dragões e bicho de sete cabeças, não acalmo a criança apavorada em mim, não aquieto meus pavores, meu medo de ser eternamente só.
Sem ela:
Sairei por aí, com olhos inquietos, caçando afeto, aceitando migalhas, confundindo o estar cercada por pessoas, com ter amigos, ser amada com ser prisioneira.
Me manterei atarefada, ocupada, só para dar a volta no tempo e não ter que me fazer companhia. 
Trairei meus desejos, rirei sem achar graça, endossarei idéias tolas só para não ter que me recolher e ouvir meus próprios pensamentos, meus sonhos adiados, meus lamentos infundados.
Sem ela, e não por causa dela, trocarei beijos tristes e acordarei vazia em leitos escassos e áridos.
Solidão é o lugar onde encontro a mim mesmo, de onde observo um jardim secreto estando na terceira pessoa do singular, por onde acesso o templo em mim.
Medo? Claro que sim! Até entender que o monstro mora lá fora e o herói mora aqui dentro. Encarar a solidão é coisa do herói em nós, transformá-la em calmaria e tranquilidade é coisa do sábio que podemos nos tornar.
Em um mundo superlotado, onde tudo é efêmero e veloz a solidão pode ser oásis e não deserto. Neste mesmo mundo estressado, imediatista, insatisfeito a solidão pode ser resgate e não desacerto. 
Neste mundo leviano, vulgar, que julga pelas aparências, posses e endeusa espertalhões, turbinados, boçais, prepotentes e fúteis... A solidão pode ser proteção e não contágio. 
Em um mundo obcecado por juventude, sucesso, consumo a solidão pode ser liberdade e não fracasso.
Solidão é exercício, visitação contínua ao seu jardim interno... Aprenda a capinar! Adube.
Solidão é pausa, contemplação, observação, é inspiração e expiração,. Você conhece sua respiração??
... É conhecimento, pouso lépido e também voo alto. 
É quando a gente inventa um tempo e um lugar chamado NOSSO, para cuidar da alma, da memória, dos sonhos... 
Quando a gente se retira da multidão e se faz companhia.
É preciso estar em si para estar com outros.
Desde que o homem é homem, ou ainda macaco, busca-se não ficarmos sozinhos, nos agrupamos, nos protegemos. Evoluímos porque éramos um bando, uma comunidade. 
Somos sociáveis, gregários, queremos amigos, amores, laços, trocas, contato, encontros, comunhão, companhia, queremos abraços, toques, afeto... 
Mas, ainda assim, ouso dizer: é preciso aprender a estar só para se gostar e ser feliz.
O desafio é poder recolher-se para se expandir, é fazer um big bang interno, é fazer luz na alma para conhecer suas arestas e apará-las, suas bordas, seus contornos, seus limites... Clarear o caminho e esquecer o medo da própria sombra.

Ouse a solidão e fique em excelente companhia!

Sinto em minha alma, cada vez mais forte, a necessidade de passar minhas experiências de vida, meu processo de iniciação da busca do auto conhecimento e expansão espiritual, e agradeço a minha família, amigos e peregrinos que passam em minha Vida e me ajudam nesta missão!
Tenho o intuito de inspirar, estimular, motivar à todos a realizarem a sua busca e crescimento pessoal e espiritual. O processo é individual, mas o resultado é universal!
Embora pertençamos a um clã familiar, social original, somos livres em essência, com identidades e trajetórias específicas e próprias, pois temos a nossa liberdade assegurada pela orientação intuitiva do livre arbítrio. 
Somente evoluímos no sentido consciencia, quando nos desvinculamos dos sentimentos negativos arcaicos, que nos une pela sintonia do pensamento fixo a outras pessoas.

Colocamos uma série de condições para sermos felizes. 
É tudo no: se, quando, talvez.
Será mesmo que você vai ser feliz ao conseguir concretizar essas condições?




(Grata ao querido J. por me estimular a escrever este post)