Finalizo meus e-mails com a frase: “Que haja sensibilidade, amabilidade e responsabilidade em nossas ações.”. Confesso que não andei praticando!
Quem já não recebeu um golpe de hostilidade quando menos esperava? Basta um gesto brusco, uma palavra desagradável ou um silêncio cortante para sermos atingidos pela dor daquele que declara abertamente estar de mal com o mundo e, quem sabe, especificamente com a gente!
Disse Chico Xavier: “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!”. Sim é terrível, muitas vezes usei a palavra de forma leve, descontraída, sem a intenção de magoar ou ofender, mas as palavras podem ferir e marcar profundamente uma alma.
O passado já faz parte de nós! Tudo que passou foi importante, mas não devo viver repetindo e sempre relembrando o que já aconteceu. Somos todos um em essência, mas nos expressamos de maneiras muito diversas, trilhamos caminhos diferentes e por isto, existem uma infinidade de coisas que não conhecemos, de caminhos que jamais trilhamos, de emoções que jamais sentimos, de pessoas que ainda não encontramos...
Nossos verdadeiros professores foram - e são -, aqueles quem mais nos prejudicaram, magoaram ou decepcionaram.
Os seres humanos são sistemas dinâmicos de energia que refletem os padrões evolutivos do crescimento da alma. A consciência humana está constantemente aprendendo, evoluindo e se desenvolvendo.
“Não é agindo de forma diferente que nos modificamos. Mudamos, quando nos entregamos totalmente às nossas experiências, participando conscientemente de tudo o que a vida nos revela.” (Richard Moss).
Aprendi com tudo isso que: “Antes de magoar um coração, observarei se não estou dentro dele, e ao invés de acusar ou de redirecionar minha raiva para os outros, posso parar para observar o que estou sentindo, dar tempo para o processo de paz interior voltar a reinar. Assim aprendo que minha agressividade não é uma arma destrutiva, mas sim um alerta de que é preciso dar mais atenção ao que se passa em meu interior.”
Ser feliz é uma determinação, não um acaso.
Somos como o caroço de um abacate que tem todo potencial de virar árvore e dar muitos frutos, mas precisamos acreditar nisso e agir com muito amor em prol de nosso desenvolvimento.
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Sem mais delongas.
ADENDO:
Um sonho no caroço do abacate, de Moacir Scliar, é um manifesto contra sentimentos e emoções pré-concebidas e, em especial, o preconceito contra judeus e negros.





