segunda-feira, 5 de julho de 2010

Um sonho no caroço do abacate

Finalizo meus e-mails com a frase: “Que haja sensibilidade, amabilidade e responsabilidade em nossas ações.”. Confesso que não andei praticando!

Quem já não recebeu um golpe de hostilidade quando menos esperava? Basta um gesto brusco, uma palavra desagradável ou um silêncio cortante para sermos atingidos pela dor daquele que declara abertamente estar de mal com o mundo e, quem sabe, especificamente com a gente!

Disse Chico Xavier: “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!”. Sim é terrível, muitas vezes usei a palavra de forma leve, descontraída, sem a intenção de magoar ou ofender, mas as palavras podem ferir e marcar profundamente uma alma.

O passado já faz parte de nós! Tudo que passou foi importante, mas não devo viver repetindo e sempre relembrando o que já aconteceu. Somos todos um em essência, mas nos expressamos de maneiras muito diversas, trilhamos caminhos diferentes e por isto, existem uma infinidade de coisas que não conhecemos, de caminhos que jamais trilhamos, de emoções que jamais sentimos, de pessoas que ainda não encontramos...

Nossos verdadeiros professores foram - e são -, aqueles quem mais nos prejudicaram, magoaram ou decepcionaram.

Os seres humanos são sistemas dinâmicos de energia que refletem os padrões evolutivos do crescimento da alma. A consciência humana está constantemente aprendendo, evoluindo e se desenvolvendo.

“Não é agindo de forma diferente que nos modificamos. Mudamos, quando nos entregamos totalmente às nossas experiências, participando conscientemente de tudo o que a vida nos revela.” (Richard Moss).

Aprendi com tudo isso que: “Antes de magoar um coração, observarei se não estou dentro dele, e ao invés de acusar ou de redirecionar minha raiva para os outros, posso parar para observar o que estou sentindo, dar tempo para o processo de paz interior voltar a reinar. Assim aprendo que minha agressividade não é uma arma destrutiva, mas sim um alerta de que é preciso dar mais atenção ao que se passa em meu interior.”

Ser feliz é uma determinação, não um acaso.

Somos como o caroço de um abacate que tem todo potencial de virar árvore e dar muitos frutos, mas precisamos acreditar nisso e agir com muito amor em prol de nosso desenvolvimento.


~ click ~
Sem mais delongas.



ADENDO:
Um sonho no caroço do abacate, de Moacir Scliar, é um manifesto contra sentimentos e emoções pré-concebidas e, em especial, o preconceito contra judeus e negros.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sentimento não sei de quê!



Ouvimos que o amor entre duas pessoas acabou, deixaram de se gostar, o outro deixou de ser interessante, ficou chato, caiu na rotina… Mas com as amizades, isso também acontece?

Sim, acontece! E dói até mais.


Como em um passa de mágicas acordamos e percebemos que algo está diferente. Começa com a ausência que se torna cada vez mais evidente, o amigo não é mais o mesmo, não te procura como antes, “esquece” de ligar para saber como você vai, nem lembra que o Orkut ou o Facebook existem e que podem deixar um “Oi, como você está?”, desaprendem a usar o email... Celular então nem sabem para que serve!


Você conhece “O cara”, tem uma boa notícia no trabalho, encontra uma luz no fim do túnel para alguns problemas. Repentinamente se dá conta que gostaria de dividir isso com aquele amigo que se distanciou. Procura, tenta um contato e a conversa mais parece de dois estranhos sendo polidos, educados, mas sem nenhum outro sentimento que defina o relacionamento de vocês como amizade.

Amigos trocam, dividem, se amparam, não agem como estranhos desconhecidos.


Vocês tentam conversar, cada um justifica seu comportamento e ambos ficam observando e esperando que algo (o outro) mude. Mas não muda! Pelo simples fato de que um de vocês desencantou, encontrou algo mais legal, novos amigos. E o tempo se tornou menor por causa de atividades novas. Até aí nada grandioso… A não ser pelo simples fato de que desistimos de cultivar uma amizade que no passado foi forte, sincera, cheia de confiança, presença e carinho.
Assim como os amores terminam, se esgotam, deixam de ser eternos… algumas amizades também. Por falta de tempo, por falta de atenção ou zelo... Assim findamos a presença de grandes pessoas em nossas vidas.

Saudades. [ponto final, sem reticências]! :(

Livros:
1. O do mês: “ Quem me roubou de mim", me identificando com o passado e presente.
2. A ser comentado: “A Águia e o Monge”, me fez uma pessoa melhor!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

GO FORTH!


Começo este post sentindo o cheiro que o vento bravo provoca após tempestade, agitando e destruindo a relva orvalhada, e isso para mim significa o AGORA! Tenho ciencia de que o vento não é mau, é apenas um agente de mudança, e a destruição dessa relva não é importante, porque aprendi muito com sua construção. Este AGORA nunca será ontem, hoje ou amanhã, o futuro é daqui a um segundo!

Sábios dizeres da tartaruga
Oogway: "O Passado é história, o futuro é mistério e o agora é uma dádiva, e é por isso que chamamos de presente!". Estou sublime, pois minha alma e meu mundo, giram conscientemente sempre em torno de propósitos que tenham prognósticos positivos, e assim sempre os nortearei, está no âmago, me mantém e sempre manterá estável.

Escreveu meu melhor e mais amado amigo a quem chamo pai, na 1ª página de um livro que me deu (Diga-me onde dói e eu te direi por quê): “Filha, observe! Observe com os olhos, ouvidos, mãos e com o coração. Observe com todos os sentidos”. Assim o fiz, e hoje meu coração se encontra, após o “vento bravo”, em perfeita serenidade e paz.

GO FORTH! Faça o melhor que puder e não olhe para trás!

Fazendo analogia clichê: duas linhas que correm em uma mesma direção, às vezes o destino faz com que elas se encontrem e sigam juntas; em outras ocasiões elas chegam a se cruzar, mas se separam logo depois. Quase sempre, infelizmente, as retas seguem a simetria perfeita das linhas paralelas e nunca se encontram.

Saint-Exupéry dizia que “amar não é olhar um para o outro, mas olhar juntos na mesma direção”. Eu acrescentaria que é bom torcer para as linhas paralelas se encontrarem no momento certo… As pessoas tomam caminhos diferentes em busca da felicidade e da satisfação... O fato de que o caminho de alguém não coincida com o seu, não quer dizer que vocês se perderam.

"Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo; não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave, Eu ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo e isso é tudo." (Herman Hesse).

Viver é como dançar: cada um tem o seu ritmo!


Livros:

1. O do mês: “A Águia e o Monge” - deliciosamente abrindo os horizontes!

2. A ser comentado: “O vendedor de sonhos - O Chamado” - mudou minha forma de encarar muitas coisas, e alguns de meus comportamentos!

domingo, 30 de maio de 2010

Ter paciência não significa engolir sapos.


Quem aqui é impaciente levante a mão!
Vocês não podem ver, mas estou com as duas mãos levantadas.
A falta de paciência, ao contrário do que algumas pessoas parecem pensar, também pode ser democrática. Eu por exemplo neste momento estou com um acesso de falta de paciência que varre tudo a eito.

Será que tem limite para a paciência? Qual o limite da sua paciência?

Ser paciente não significa sobrecarregar-se de sofrimento interno, nem estar vulnerável ou ser permissivo com relação às condições externas. Ter paciência não é ser uma vítima passiva da desorganização alheia. Não é útil, por exemplo, ter paciência em uma situação em que se esteja sendo explorado.

Segundo a psicologia do budismo tibetano, ter paciência é a força interior de não se deixar levar pela negatividade. Ter paciência é escolher manter a clareza emocional quando o outro já a perdeu. Neste sentido, ter paciência é decidir manter sua mente limpa, livre da contaminação da raiva e do apego.

O Homem perguntou ao Trabalho:

- “Qual o elemento mais resistente que encontraste, observando a Natureza?”
- “A pedra”! - respondeu o Trabalho.

A água que corria brandamente em derredor, escutou o que se dizia e, em silêncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra e, com algum tempo, abriu-lhe grande brecha, através da qual a água passava de um lado para outro.

O Homem anotou o acontecido e indagou da água sobre o instrumento que ela usara para realizar aquele prodígio.

A água humilde e simplesmente respondeu: “- Foi a paciência.”.

Do livro: A Semente de Mostarda, Emmanuel, por Chico Xavier.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pensamentos fixos


Pensar de maneira flexível, é se apropriar de valores universais, é questionar dogmas que trazem comportamentos extremistas, é reconhecer que existe algo além do conhecimento físico e além da ciência. Algo muito maior!
Pensar flexível é entender a diversidade cultural, a diversidade no mundo das ideias, é não se propor a ser o dono da verdade, mas deixar que a verdade se apresente ao nosso “eu” interior e faça brilhar a nossa aura.
Pensar flexível é não ser um mero repetidor de informações, mas viver suas experiências, é não amar a arte da crítica e da dúvida, quando elas se fazem pertinentes.
Aprendo a explorar os detalhes do átomo e as forças que regem o universo, mas não sei ainda explorar o “mundo de dentro” com a sabedoria que me foi outorgada, e com grande e misteriosa capacidade guardada em minha mente.
Algumas pessoas que cruzam minha rotina diária me marcam de uma forma que talvez nem percebam, e me fazem querer viver um enredo certeiro. Fácil, previsível e ao alcance do pensamento. Como uma bela fotografia, figurino de inverno e diálogo cadenciado. Uma história cíclica, sem fim e sem necessidade de expectadores, e se eles existissem que fossem uma torcida entusiasta. Como co-autora digo que não acharia nada mal (pra não dizer necessário), que este enredo contasse com o “Era uma vez...". Pois eu me importo!

Livros:
1.O do mês: “O vendedor de Sonhos” - Augusto Cury;
2.A ser comentado: “A Arte da Guerra” de Sun Tzu não me acrescentou muita coisa
3.Liesel Meminger de “A menina que Roubava Livros” me influencia cada vez mais, tenho mais 3 novos livros "roubei" do "lixo do vizinho", ora pois... Quem joga livros fora?! Aff :(

quinta-feira, 4 de março de 2010



No RJ a garoa, a chuva, o vento, são característicos da cidade para essa época de transição de estações. E é boa a sensação de andar pelas ruas inebriantes da zona sul carioca, parece uma floresta dos contos infantis, uma NY Brasileira.
Sentindo o vento gelado no rosto refletido na ponta de meu nariz e bochechas róseas e gélidas, aquele cheiro de inverno. Hummmm desejando um delicioso Cappelletti (sangue Italiano esquentando as veias)!
As calçadas forradas de folhas secas, que caem e depois colam ao solo encharcado pela chuva dando trabalho aos porteiros, e garoinha constante.
No meio da tarde as luzes da cidade já estão acesas. Tempo nublado, céu cinzento, o cenário é um contraste de cores, sombras, luzes, tudo perfeitamente pintado a arte natural da paisagem da cidade e da natureza que resta, em perfeita sintonia.
Enquanto andava na rua, a música abaixo me veio a cabeça...vim cantarolando por todo o longo caminho até minha casa.

Do eterno Chico Buarque de Holanda

Inverno é o recolhimento. Se no verão, somos expansivos, no inverno, somos introspectivos. Compartilhar o momento de recolhimento é dividir intimidade.
Bem vindo outono-inverno, os bons ventos e bons fluídos que traz!
Mas diferente dos pássaros, não fui para sul espero a chegada de uma nova estação com novas emoções não tão gostosas como as do frio!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010


"Agora eu era o herói, e o meu cavalo só falava Inglês.
A noiva do cowboy, era você, além das outras três...
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e os seus canhões,
guardava o meu bodoque e ensaiva o rock para as matinês.
Agora eu era o rei, era o bedel e era também juiz.
E pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz!"
~ Chico Buarque de Holanda ~


Viajar, conhecer territórios desconhecidos, descobrir novas paisagens, novas pessoas...
Nas memórias de infância de todos nós, as viagens se fazem presentes. Reais ou imaginárias, de verdade ou vividas nos jogos simbólicos, viajamos!
É na felicidade das brincadeiras, viajando para a lua ou para lugares longínquos, que vivemos a atitude de quem faz expedições e conhece o mundo, com todo o corpo, vigilante às novas descobertas e ao reconhecimento do que já se conhece.
Carnaval na Praia do Aventureiro - Ilha Grande, Angra - RJ (recomendo), e pequenos deslocamentos como este, me fazem perceber que eles podem gerar novas percepções sobre os outros, sobre nós mesmos e o mundo que habitamos.
E o que pode gerar uma viagem que é especialmente preparada para chegar a territórios desconhecidos ou pouco conhecidos? Quando visitamos um lugar novo, seja qual for o seu "acervo", adentramos num território a ser explorado e revelado aos nossos corpos de viajantes da aventura.
Em prol de uma vigame sensacional dedico este post... Com gostinho de quero viajar logo, de novo, e de novo e novamente!