quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010


"Agora eu era o herói, e o meu cavalo só falava Inglês.
A noiva do cowboy, era você, além das outras três...
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e os seus canhões,
guardava o meu bodoque e ensaiva o rock para as matinês.
Agora eu era o rei, era o bedel e era também juiz.
E pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz!"
~ Chico Buarque de Holanda ~


Viajar, conhecer territórios desconhecidos, descobrir novas paisagens, novas pessoas...
Nas memórias de infância de todos nós, as viagens se fazem presentes. Reais ou imaginárias, de verdade ou vividas nos jogos simbólicos, viajamos!
É na felicidade das brincadeiras, viajando para a lua ou para lugares longínquos, que vivemos a atitude de quem faz expedições e conhece o mundo, com todo o corpo, vigilante às novas descobertas e ao reconhecimento do que já se conhece.
Carnaval na Praia do Aventureiro - Ilha Grande, Angra - RJ (recomendo), e pequenos deslocamentos como este, me fazem perceber que eles podem gerar novas percepções sobre os outros, sobre nós mesmos e o mundo que habitamos.
E o que pode gerar uma viagem que é especialmente preparada para chegar a territórios desconhecidos ou pouco conhecidos? Quando visitamos um lugar novo, seja qual for o seu "acervo", adentramos num território a ser explorado e revelado aos nossos corpos de viajantes da aventura.
Em prol de uma vigame sensacional dedico este post... Com gostinho de quero viajar logo, de novo, e de novo e novamente!

domingo, 31 de janeiro de 2010

HARMONY


Aprendemos que o conflito faz parte da própria natureza do ser humano. O difícil é entender como isso é possível. Um ser dotado de tanta racionalidade e possui também os conflitos? A única resposta mais ponderada é justamente entender que a própria mente é um poço interminável de perguntas, o que causa os nossos processos de indecisões e conflitos.
Todos temos aquelas pessoas com a quais temos que conviver (ou não), mas que, no entanto, fazem-nos perder a cabeça. Como lidar com essas pessoas?
Estamos nessa vida para aprender, continuamente, e são raras as vezes que saímos do círculo vicioso dos acontecimentos, ou seja, todas as situações, todas as experiências por que passamos formam um abismo entre o que queremos, o que esperamos que aconteça e aquilo que verdadeiramente se manisfesta na nossa vida.
Não estamos aqui para fazer coisas, ter idéias e, sim, para nos livrarmos delas. Libertarmo-nos de crenças e padrões equivocados sobre nós mesmos e sobre os outros. E ninguém poderá fazer isso em nosso lugar. Um dia aceitamos essas idéias e crenças e agora somos nós que temos que nos livrar delas.
Só podemos ser felizes agora. Se nos preocuparmos em sermos felizes amanhã, ou ficarmos chorando a infelicidade de ontem, esqueceremos de ser felizes agora. Isso é adquirir o domínio da mente e alcançar esse ponto de equilíbrio. E não espere ser valorizado por isso aqui nessa sociedade, pois todo aquele que alcança esse feito, que passa a ser fiel à sua natureza, torna-se um verdadeiro mestre.
A maturidade emocional implica também na compreensão de que a onipotência é apenas uma ilusão criada por nossa mente inicialmente primária, para nos ajudar a sobreviver à nossa fragilidade emocional. Precisamos desenvolver nossa capacidade de rir de nós mesmos, num movimento de aceitação tanto de nossas características boas como das não tão boas, para que possamos ter a humildade de tentar superá-las.

Dicas para harmonia pessoal:

Somos o reflexo de nossas ações e pensamentos (que precisam ser sempre positivos).
Não julgar (evitar sempre as idéias pré-concebidas).
Aceitar as pessoas como elas são e não tentar modificá-las.
Ter gratidão por tudo.
Saber que as pessoas estão em constante mutação (e aprender a respeitar).
Entender que a vida é feita de momentos preciosos (aproveitá-los ao máximo).
Praticar o amor incondicional.
Rir como uma criança.
Evitar procrastinar as decisões.
Não brincar com os sentimentos das pessoas.
Ter auto-estima.
Emanar vibração de luz.
Praticar o desapego.
Perdoar as pessoas (somos todos humanos).
Ajudar o próximo sem pensar em recompensas.
Curtir as pequenas alegrias da vida.
Divertir-se com pouco.
Ter fé.
Não invadir o espaço alheio.
Só dar opinião quando solicitado.
Equilíbrio é ótimo...
Ter sempre um sorriso nos lábios.
Viver o momento presente.
Captar a essência da vida.
Ter a mente aberta.
Aproveitar as oportunidades.
Não ter medo de novidades.
Usar o bom-senso.
Aperfeiçoar-se sempre.
Trabalhar com intuição e criatividade.
Fazer tudo com amor...

domingo, 24 de janeiro de 2010

O contrário do amor é o ódio ou a indiferença?




indiferença s. f.
1. Estado de uma pessoa a quem tão pouco importa uma coisa como o contrário dela.
2. Frieza; insensibilidade.

Dentre outros...
Após ler uma “indiferente” SMS no meu celular, notei a transformação que algumas pessoas que faziam a real diferença em minha vida sofreram... E hoje, já não fazem diferença alguma! Percebo que já nem nos conhecemos mais, e que o tempo que transcorreu não as mudou em nada.
“Sou sempre a mesma, mas não serei a mesma para sempre!” disse minha escritora predileta.


Martha Medeiros certa vez escreveu que “[...] a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro. [...] para sermos indiferentes a alguém, precisamos de quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bug jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. [...] A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada."

Agora é diferente, pois a sua diferença na minha vida é com indiferença...
E depois não reclame quando sentir falta de um bom dia, de perguntar, por que tudo mudou ou se está como seria?!
Naquele tempo tudo ainda tremia, enquanto sentimento ainda havia.
Depois não tente fazer a diferença com indiferença; analisando a minha crença mostrando tudo com negligência com alguma outra aparência.
Não me venha com doença, com carência, dependência.
Chega de fatos! Restam as evidências.

Tão bom se sentir “curada” de certas coisas, pessoas, sentimentos... Do passado!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Reencontros

“Fuja dos reencontros amorosos”, me recomendava tio Marcelo, um jovem adulto sábio. Este era um dos pontos cruciais da cartilha sentimental dele, cultivado na filosofia e na arte da galanteria.
O tempo me fez entender a advertência dele. Os casos de amor nunca terminam suficientemente bem para que permitam reencontros doces. Se o final foi calmo, é porque não foi amor real. Os amantes arrastam sua paixão muito além do razoável. Uma história de amor verdadeira termina antes da despedida.
No mundo perfeito, os casos de amor terminariam na hora certa, no último beijo que funcionou, na última vez em que o amor e a generosidade triunfaram sobre o ódio e a mesquinharia. Mas isso não acontece! A gente sempre ultrapassa o ponto ideal no término dos relacionamentos. É a maldição dos homens e mulheres apaixonados. Há quem hesite diante do telefone para ligar para um amor perdido em busca de um reencontro com o de Celine e Jesse no filme “Antes do Pôr do Sol”.
Acredito no destino! Ninguém reencontra ninguém por acaso!
Realmente, há algo de mágico nos reencontros, na revivescência do amor. Há algo tal qual Maktub, como se nada pudesse fazer com que o destino não se cumprisse.
Quase uma poesia. Sinto-me tentada a transformar este texto numa prosa cadente, escorrido da essência de tais histórias, tais ‘reacendimentos’ de afetos. Quero dedicá-lo a quem se entrega, a quem se permite, a quem - mesmo morrendo de medo - não deixa que os anos lhes tirem a capacidade de acreditar que amor não tem idade, não tem tempo, não tem distância. Acontece a despeito das marcas no corpo, das dores ressequidas, das desilusões que até poderiam ter amargurado todo o resto de suas vidas... Mas não, porque se souberam interminavelmente amantes.