domingo, 30 de maio de 2010

Ter paciência não significa engolir sapos.


Quem aqui é impaciente levante a mão!
Vocês não podem ver, mas estou com as duas mãos levantadas.
A falta de paciência, ao contrário do que algumas pessoas parecem pensar, também pode ser democrática. Eu por exemplo neste momento estou com um acesso de falta de paciência que varre tudo a eito.

Será que tem limite para a paciência? Qual o limite da sua paciência?

Ser paciente não significa sobrecarregar-se de sofrimento interno, nem estar vulnerável ou ser permissivo com relação às condições externas. Ter paciência não é ser uma vítima passiva da desorganização alheia. Não é útil, por exemplo, ter paciência em uma situação em que se esteja sendo explorado.

Segundo a psicologia do budismo tibetano, ter paciência é a força interior de não se deixar levar pela negatividade. Ter paciência é escolher manter a clareza emocional quando o outro já a perdeu. Neste sentido, ter paciência é decidir manter sua mente limpa, livre da contaminação da raiva e do apego.

O Homem perguntou ao Trabalho:

- “Qual o elemento mais resistente que encontraste, observando a Natureza?”
- “A pedra”! - respondeu o Trabalho.

A água que corria brandamente em derredor, escutou o que se dizia e, em silêncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra e, com algum tempo, abriu-lhe grande brecha, através da qual a água passava de um lado para outro.

O Homem anotou o acontecido e indagou da água sobre o instrumento que ela usara para realizar aquele prodígio.

A água humilde e simplesmente respondeu: “- Foi a paciência.”.

Do livro: A Semente de Mostarda, Emmanuel, por Chico Xavier.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pensamentos fixos


Pensar de maneira flexível, é se apropriar de valores universais, é questionar dogmas que trazem comportamentos extremistas, é reconhecer que existe algo além do conhecimento físico e além da ciência. Algo muito maior!
Pensar flexível é entender a diversidade cultural, a diversidade no mundo das ideias, é não se propor a ser o dono da verdade, mas deixar que a verdade se apresente ao nosso “eu” interior e faça brilhar a nossa aura.
Pensar flexível é não ser um mero repetidor de informações, mas viver suas experiências, é não amar a arte da crítica e da dúvida, quando elas se fazem pertinentes.
Aprendo a explorar os detalhes do átomo e as forças que regem o universo, mas não sei ainda explorar o “mundo de dentro” com a sabedoria que me foi outorgada, e com grande e misteriosa capacidade guardada em minha mente.
Algumas pessoas que cruzam minha rotina diária me marcam de uma forma que talvez nem percebam, e me fazem querer viver um enredo certeiro. Fácil, previsível e ao alcance do pensamento. Como uma bela fotografia, figurino de inverno e diálogo cadenciado. Uma história cíclica, sem fim e sem necessidade de expectadores, e se eles existissem que fossem uma torcida entusiasta. Como co-autora digo que não acharia nada mal (pra não dizer necessário), que este enredo contasse com o “Era uma vez...". Pois eu me importo!

Livros:
1.O do mês: “O vendedor de Sonhos” - Augusto Cury;
2.A ser comentado: “A Arte da Guerra” de Sun Tzu não me acrescentou muita coisa
3.Liesel Meminger de “A menina que Roubava Livros” me influencia cada vez mais, tenho mais 3 novos livros "roubei" do "lixo do vizinho", ora pois... Quem joga livros fora?! Aff :(

quinta-feira, 4 de março de 2010



No RJ a garoa, a chuva, o vento, são característicos da cidade para essa época de transição de estações. E é boa a sensação de andar pelas ruas inebriantes da zona sul carioca, parece uma floresta dos contos infantis, uma NY Brasileira.
Sentindo o vento gelado no rosto refletido na ponta de meu nariz e bochechas róseas e gélidas, aquele cheiro de inverno. Hummmm desejando um delicioso Cappelletti (sangue Italiano esquentando as veias)!
As calçadas forradas de folhas secas, que caem e depois colam ao solo encharcado pela chuva dando trabalho aos porteiros, e garoinha constante.
No meio da tarde as luzes da cidade já estão acesas. Tempo nublado, céu cinzento, o cenário é um contraste de cores, sombras, luzes, tudo perfeitamente pintado a arte natural da paisagem da cidade e da natureza que resta, em perfeita sintonia.
Enquanto andava na rua, a música abaixo me veio a cabeça...vim cantarolando por todo o longo caminho até minha casa.

Do eterno Chico Buarque de Holanda

Inverno é o recolhimento. Se no verão, somos expansivos, no inverno, somos introspectivos. Compartilhar o momento de recolhimento é dividir intimidade.
Bem vindo outono-inverno, os bons ventos e bons fluídos que traz!
Mas diferente dos pássaros, não fui para sul espero a chegada de uma nova estação com novas emoções não tão gostosas como as do frio!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010


"Agora eu era o herói, e o meu cavalo só falava Inglês.
A noiva do cowboy, era você, além das outras três...
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e os seus canhões,
guardava o meu bodoque e ensaiva o rock para as matinês.
Agora eu era o rei, era o bedel e era também juiz.
E pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz!"
~ Chico Buarque de Holanda ~


Viajar, conhecer territórios desconhecidos, descobrir novas paisagens, novas pessoas...
Nas memórias de infância de todos nós, as viagens se fazem presentes. Reais ou imaginárias, de verdade ou vividas nos jogos simbólicos, viajamos!
É na felicidade das brincadeiras, viajando para a lua ou para lugares longínquos, que vivemos a atitude de quem faz expedições e conhece o mundo, com todo o corpo, vigilante às novas descobertas e ao reconhecimento do que já se conhece.
Carnaval na Praia do Aventureiro - Ilha Grande, Angra - RJ (recomendo), e pequenos deslocamentos como este, me fazem perceber que eles podem gerar novas percepções sobre os outros, sobre nós mesmos e o mundo que habitamos.
E o que pode gerar uma viagem que é especialmente preparada para chegar a territórios desconhecidos ou pouco conhecidos? Quando visitamos um lugar novo, seja qual for o seu "acervo", adentramos num território a ser explorado e revelado aos nossos corpos de viajantes da aventura.
Em prol de uma vigame sensacional dedico este post... Com gostinho de quero viajar logo, de novo, e de novo e novamente!

domingo, 31 de janeiro de 2010

HARMONY


Aprendemos que o conflito faz parte da própria natureza do ser humano. O difícil é entender como isso é possível. Um ser dotado de tanta racionalidade e possui também os conflitos? A única resposta mais ponderada é justamente entender que a própria mente é um poço interminável de perguntas, o que causa os nossos processos de indecisões e conflitos.
Todos temos aquelas pessoas com a quais temos que conviver (ou não), mas que, no entanto, fazem-nos perder a cabeça. Como lidar com essas pessoas?
Estamos nessa vida para aprender, continuamente, e são raras as vezes que saímos do círculo vicioso dos acontecimentos, ou seja, todas as situações, todas as experiências por que passamos formam um abismo entre o que queremos, o que esperamos que aconteça e aquilo que verdadeiramente se manisfesta na nossa vida.
Não estamos aqui para fazer coisas, ter idéias e, sim, para nos livrarmos delas. Libertarmo-nos de crenças e padrões equivocados sobre nós mesmos e sobre os outros. E ninguém poderá fazer isso em nosso lugar. Um dia aceitamos essas idéias e crenças e agora somos nós que temos que nos livrar delas.
Só podemos ser felizes agora. Se nos preocuparmos em sermos felizes amanhã, ou ficarmos chorando a infelicidade de ontem, esqueceremos de ser felizes agora. Isso é adquirir o domínio da mente e alcançar esse ponto de equilíbrio. E não espere ser valorizado por isso aqui nessa sociedade, pois todo aquele que alcança esse feito, que passa a ser fiel à sua natureza, torna-se um verdadeiro mestre.
A maturidade emocional implica também na compreensão de que a onipotência é apenas uma ilusão criada por nossa mente inicialmente primária, para nos ajudar a sobreviver à nossa fragilidade emocional. Precisamos desenvolver nossa capacidade de rir de nós mesmos, num movimento de aceitação tanto de nossas características boas como das não tão boas, para que possamos ter a humildade de tentar superá-las.

Dicas para harmonia pessoal:

Somos o reflexo de nossas ações e pensamentos (que precisam ser sempre positivos).
Não julgar (evitar sempre as idéias pré-concebidas).
Aceitar as pessoas como elas são e não tentar modificá-las.
Ter gratidão por tudo.
Saber que as pessoas estão em constante mutação (e aprender a respeitar).
Entender que a vida é feita de momentos preciosos (aproveitá-los ao máximo).
Praticar o amor incondicional.
Rir como uma criança.
Evitar procrastinar as decisões.
Não brincar com os sentimentos das pessoas.
Ter auto-estima.
Emanar vibração de luz.
Praticar o desapego.
Perdoar as pessoas (somos todos humanos).
Ajudar o próximo sem pensar em recompensas.
Curtir as pequenas alegrias da vida.
Divertir-se com pouco.
Ter fé.
Não invadir o espaço alheio.
Só dar opinião quando solicitado.
Equilíbrio é ótimo...
Ter sempre um sorriso nos lábios.
Viver o momento presente.
Captar a essência da vida.
Ter a mente aberta.
Aproveitar as oportunidades.
Não ter medo de novidades.
Usar o bom-senso.
Aperfeiçoar-se sempre.
Trabalhar com intuição e criatividade.
Fazer tudo com amor...

domingo, 24 de janeiro de 2010

O contrário do amor é o ódio ou a indiferença?




indiferença s. f.
1. Estado de uma pessoa a quem tão pouco importa uma coisa como o contrário dela.
2. Frieza; insensibilidade.

Dentre outros...
Após ler uma “indiferente” SMS no meu celular, notei a transformação que algumas pessoas que faziam a real diferença em minha vida sofreram... E hoje, já não fazem diferença alguma! Percebo que já nem nos conhecemos mais, e que o tempo que transcorreu não as mudou em nada.
“Sou sempre a mesma, mas não serei a mesma para sempre!” disse minha escritora predileta.


Martha Medeiros certa vez escreveu que “[...] a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro. [...] para sermos indiferentes a alguém, precisamos de quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bug jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. [...] A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada."

Agora é diferente, pois a sua diferença na minha vida é com indiferença...
E depois não reclame quando sentir falta de um bom dia, de perguntar, por que tudo mudou ou se está como seria?!
Naquele tempo tudo ainda tremia, enquanto sentimento ainda havia.
Depois não tente fazer a diferença com indiferença; analisando a minha crença mostrando tudo com negligência com alguma outra aparência.
Não me venha com doença, com carência, dependência.
Chega de fatos! Restam as evidências.

Tão bom se sentir “curada” de certas coisas, pessoas, sentimentos... Do passado!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Reencontros

“Fuja dos reencontros amorosos”, me recomendava tio Marcelo, um jovem adulto sábio. Este era um dos pontos cruciais da cartilha sentimental dele, cultivado na filosofia e na arte da galanteria.
O tempo me fez entender a advertência dele. Os casos de amor nunca terminam suficientemente bem para que permitam reencontros doces. Se o final foi calmo, é porque não foi amor real. Os amantes arrastam sua paixão muito além do razoável. Uma história de amor verdadeira termina antes da despedida.
No mundo perfeito, os casos de amor terminariam na hora certa, no último beijo que funcionou, na última vez em que o amor e a generosidade triunfaram sobre o ódio e a mesquinharia. Mas isso não acontece! A gente sempre ultrapassa o ponto ideal no término dos relacionamentos. É a maldição dos homens e mulheres apaixonados. Há quem hesite diante do telefone para ligar para um amor perdido em busca de um reencontro com o de Celine e Jesse no filme “Antes do Pôr do Sol”.
Acredito no destino! Ninguém reencontra ninguém por acaso!
Realmente, há algo de mágico nos reencontros, na revivescência do amor. Há algo tal qual Maktub, como se nada pudesse fazer com que o destino não se cumprisse.
Quase uma poesia. Sinto-me tentada a transformar este texto numa prosa cadente, escorrido da essência de tais histórias, tais ‘reacendimentos’ de afetos. Quero dedicá-lo a quem se entrega, a quem se permite, a quem - mesmo morrendo de medo - não deixa que os anos lhes tirem a capacidade de acreditar que amor não tem idade, não tem tempo, não tem distância. Acontece a despeito das marcas no corpo, das dores ressequidas, das desilusões que até poderiam ter amargurado todo o resto de suas vidas... Mas não, porque se souberam interminavelmente amantes.